Carta do Mês

Estações da Vida
Pare e pense. Quantas vezes você fez parte da sua agenda nos últimos 365 dias? Quantas vezes estiveram em pauta os temas “você e os filhos”, “você e a companheira ou o companheiro”, “você e os amigos”, “você e os pais”, “você e os vizinhos”, “você e o lazer”, enfim, “você e você”? É incrível. Mas quando paramos para avaliar

O Caminho é Instruir para Construir
Por conta da atividade de consultor, tenho a oportunidade de manter contato frequente com jovens executivos, em sua maioria, recém-formados, cuja carência acadêmica aponta para uma constatação recorrente: o distanciamento da realidade do mercado no qual atuam. A despeito de inteligência, boa formação teórica e disposição em aprender e apreender novos conhecimentos, a maior parte desses jovens chega ao mercado

Hora de enxergar a floresta!
É bastante comum encontrarmos os “cinquentões” e “sessentões” nos bancos das universidades, nas academias de ginástica, entre os novos empreendedores e no mundo artístico. Mas, entre os executivos brasileiros… Será que nossas empresas estão em sintonia com esses novos tempos ou continuam mandando pessoas capazes e ativas para a cadeira de balanço, mesmo com a atual expectativa média de vida

Um giz na mão e uma ideia na cabeça
Há muitos e muitos anos, li uma história que, definitivamente, influenciou-me na decisão de ser consultor. É uma história que, tempos depois, se tornou relativamente conhecida nos meios acadêmicos, ganhou novo enredo, novas cores e novos personagens. Aconteceu nos Estados Unidos, nas primeiras décadas do século XX, antes da Grande Depressão. Uma das maiores indústrias de aço do mundo estava

O inimigo trabalha ao lado
Nunca imaginei que quatro horas de espera no aeroporto pudessem jogar a meu favor. Para fugir da irritação, enquanto aguardava a tão esperada chamada para o embarque que me levaria de volta a São Paulo, depois de uma viagem de negócios, achei melhor relaxar e tomar um café. No balcão, vários executivos na mesma situação, ou seja, esperando uma decolagem

O sequestro da nossa intimidade
Quando penso nos impactos gerados pela tecnologia, concluo que avaliações entusiasmadas nos levam a conclusões que apenas reforçam algumas contradições da sociedade moderna. Explico: no caso da tecnologia, a conclusão hegemônica é de que ela, obrigatoriamente, nos traz os benefícios da agilidade da comunicação, do conforto e das facilidades que nos ajudam a vencer desafios típicos do mundo civilizado. E

A comoditização das estratégias
Em recente conversa com um executivo de marketing, ouvi a seguinte frase: – “O sistema apontou como decisão mais segura”.Independente do contexto, a afirmação levou-me a questionar sobre o atual fascínio e, às vezes domínio, que essas ferramentas exercem sobre algumas pessoas. Delega-se à ferramenta a última palavra sobre importantes decisões, envolvendo estratégias e ações que quase sempre têm impacto

A eugenia corporativa
Ao rever “Os meninos do Brasil”, que assisti na década de 70, percebi que é possível traçar, sem nenhum exagero, um paralelo entre ficção e a realidade de algumas empresas, ao analisarmos o processo de seleção de candidatos. Não, não se trata de um filme sobre jogadores de futebol ou meninos de rua. Na verdade, a obra cinematográfica “Os Meninos

Ode ou bode da segunda-feira?
Qual o dia da semana que você mais gosta? Se você escolheu sexta, sábado ou domingo, bem-vindo à grande parcela de brasileiros! Esse povo tem como tradição, já no 1º de janeiro, saber em que dia caem todos os feriados do resto do ano. Quantas vezes não ouvimos “Ainda bem que sexta-feira está chegando…”, “Não vejo a hora de chegar

A evolução da abordagem profissional
“Uma ideia brilhante de hoje já foi uma ideia impraticável no passado”. Esta frase de Bill Gates é válida para todas as áreas do conhecimento humano, mas sempre que me deparo com reflexões semelhantes procuro aproximá-las às minhas experiências profissionais. Busco exemplos da concretização de conceitos elaborados por homens e mulheres cujos pensamentos e teorias revolucionárias foram rechaçados, inicialmente. As

O realista ajusta as velas
Quando adolescente, costumava fazer compras aos sábados em uma mercearia de esquina, próxima à minha casa. Era um pequeno comércio, igual a tantos outros, se não fosse pelo dono, Sr. Ramon, um espanhol que viveu a infância em meio à sangrenta guerra civil e a adolescência em uma Europa devastada pela 2ª Guerra Mundial. Apesar desses acontecimentos traumáticos, Sr. Ramon