O que 10 multinacionais de peso falam do Brasil
Nos seus balanços e relatórios anuais, gigantes globais destacaram as operações brasileiras
 
 

Por Marcela Ayres

Coca-Cola

A Coca-Cola colocou o Brasil no clube dos países de maior representatividade para a empresa fora dos Estados Unidos, junto com México, China e Japão. Em 2012, esse grupo respondeu por 31% do volume vendido pela companhia. O desempenho tupiniquim superou a média da América Latina: por aqui, o crescimento foi de 6%, contra um percentual de 5% observado na região. O destaque foi para a marca Fanta, que subiu 11% no ano, e para as bebidas sem gás da companhia, com expansão de 16% no mercado brasileiro.

A empresa também deve engordar o caixa com uma transação ainda pendente. Em relatório anual, a companhia confirmou que irá “desconsolidar” suas operações de engarrafamento no Brasil, em troca de dinheiro e uma participação acionária minoritária na companhia que será criada com seus ativos. No fim de dezembro, a Coca já havia anunciado que Guararapes, Norsa e Renosa iriam fundir as atividades. Juntos, os ativos dessas companhias foram avaliados pela Coca em 1,09 bilhão de dólares.

Nestlé

Em teleconferência com analistas, o diretor para as Américas da Nestlé, Chris Johnson, deixou claro o papel do Brasil para as contas da empresa. Com vendas de 5 bilhões de dólares em 2012, o Brasil abocanha, sozinho, 6% do que a Nestlé fatura mundialmente. "Independente do que você ouça, o Brasil continua a ser robusto para nós. Temos uma longa história no país, de mais de 90 anos. A primeira fábrica da empresa na América Latina ainda está operando no Brasil, em Araras (SP)", disse.

Segundo Johnson, três categorias de produtos são responsáveis por mais de 60% das vendas da Nestlé no país: leite em pó, chocolate e nutrição. A respeito das estratégias traçadas daqui para frente, o diretor enfatizou que a marca Kit Kat deverá ser expandida. E chamou atenção para outro hit da companhia no segmento de bebidas de malte e cacau. "Você provavelmente considera o Nesquik, aqui dos Estados Unidos, como nossa marca número um. Mas a marca número um nas Américas é, na verdade, o Nescau, vendido no Brasil."

BASF

A BASF destacou que em 2012 o avanço do negócio nos países emergentes foi mais uma vez superior ao registrado nos chamados "países industrializados". Mas a companhia reforçou que apesar disso, nações como Brasil, China e Índia também sofreram um declínio na taxa de crescimento que vinham apresentando até então.

Na produção de químicos, o desempenho do Brasil foi 1,4% maior que o registrado em 2011 - abaixo do avanço de 1,9% observado na América do Sul. Para este ano, a BASF está mais otimista. Segundo a companhia, o crescimento neste segmento deverá ser "impulsionado principalmente por uma recuperação econômica no Brasil", ajudado por "programas de incentivo do governo e juros mais baixos".

McDonald's

O resultado das operações no país influiu - e muito - nos números consolidados da Arcos Dourados, dona das franquias do McDonald’s na América Latina. Afinal, o Brasil é o mercado de "maior potencial para a companhia", como disse a empresa, em relatório. No fim do ano passado, a companhia controlava 731 restaurantes da rede por aqui, sendo que 69 deles foram abertos no ano passado. De qualquer forma, a Arcos Dourados avaliou que "o consumo total brasileiro permaneceu lento" em 2012. Em resposta, a companhia defendeu a inclusão de lanches icônicos na plataforma de promoções, como o Big Mac.

Se no ano passado a receita total da empresa cresceu 3,8%, alcançando 3,7 bilhões de dólares, para 2013 a Arcos Dourados quer mais. "Esperamos crescimento de dois dígitos à medida que um forte calendário de marketing e um vasto portfólio de produtos aumentem o tráfego (nas lojas) e expandam nossa participação de mercado", finalizou a companhia.

Facebook

A rede social de Mark Zuckeberg nunca foi tão popular entre os brasileiros: no ano passado, o número de usuários mensais únicos subiu 81% por aqui - o maior crescimento registrado pela companhia em todos os países em que atua. São 67 milhões de brasileiros conectados, ou praticamente um terço de toda a população do país.

Não por menos, a empresa reconheceu a importância do Brasil no seu relatório. O Facebook lembrou que o peso dos Estados Unidos para a receita anual do Facebook caiu de 56% para 51% em 2012. "A mudança se deve principalmente a uma taxa mais rápida de crescimento de usuários internacionais e, em menor medida, à expansão de escritórios internacionais de vendas e formas de pagamento", disse a companhia. "A maioria de nossa receita fora dos Estados Unidos veio de clientes localizados na Europa Ocidental, Canadá, Austrália e Brasil", emendou.

Esteé Lauder

Dona de marcas de beleza como Clinique e Bobbi Brown, a Esteé Lauder se derramou em elogios sobre a performance da companhia no país. E o motivo atende por um nome: a rede de maquiagens MAC. "Além de manter sua posição como marca número um de 'maquiagem de prestígio' em mais de dez países, incluindo os da América do Norte, a MAC se tornou número um em 'maquiagem de prestígio' no Brasil", disse a companhia.

"Temos o prazer de informar que as nossas vendas gerais no Brasil cresceram três vezes mais que a média do mercado de beleza no país", completou a Esteé Lauder, que além de abrir 7 lojas MAC no país em 2012 (de um total de 36), também lançou os perfumes da Ermenegildo Zegna, sobre os quais mantém direitos comerciais.

Unilever

De acordo com a Unilever, o lançamento da marca para os cabelos TRESemmé no país surpreendeu todas as expectativas. Em balanço anual, a companhia classificou a investida, tocada em novembro de 2011, como uma das "mais bem sucedidas da história da empresa, movimentando quase 150 milhões de euros".

Na visão da Unilever, os consumidores brasileiros dão importância aos produtos da categoria. "Inspirados pelos salões e profissionais de beleza, que são parte da vida nacional, eles estão preparados para desembolsar em um novo produto no qual acreditam". Além de consolidar a marca TRESemmé em 2012, a Unilever lançou mais de 80 novos produtos para cabelo no país, vendo suas vendas no segmento evoluírem 36%.

Burger King

A rede de lanchonetes americana abriu 84 restaurantes no país no último ano, fechando 2012 com 224 unidades no país. Essa foi a maior expansão tocada pelo Burger King na região da América Latina e Caribe, possibilitada por um modelo que, tudo indica, fará escola na companhia.

Em 2011, o Burger King fechou um acordo com a Vinci Partners no Brasil. A joint venture deu à Vinci o comando das franquias por aqui. Em troca, o Burger King ficou com uma fatia minoritária do negócio e assentos no conselho, sem a necessidade de comprometer seu capital com a expansão da rede. No fim de 2012, foi a vez de a empresa finalizar uma transação nos mesmos moldes com a mexicana Alsea. No seu relatório anual, a companhia justificou: "estamos encorajados pelo sucesso inicial de nossa joint venture no Brasil". Agora, a expectativa é que 100% das 431 lojas do Burger King no México tornem-se franqueadas em 2013.

Fiat

O Brasil foi uma das estrelas no relatório anual da Fiat. A montadora italiana comemorou a participação de 23,3% no mercado de automóveis brasileiros em um ano que 3,6 milhões de carros foram vendidos por aqui. Segundo a empresa, 2013 foi um ano de "recorde histórico para a produção do grupo e para as vendas no Brasil, marcando a melhor performance da companhia nos seus 36 anos de operação no país".

A Fiat atribuiu o resultado às vendas no segmento de veículos populares (496.000 unidades comercializadas no ano), além das vendas da picape Strada (117.000 unidades). Ainda assim, o lucro da empresa caiu. Enquanto a receita operacional líquida avançou 8%, batendo em 23,1 bilhões de reais, os ganhos da montadora italiana diminuíram 21%, chegando a 1,61 bilhão de reais.

P&G

No Brasil, a gigante de bens de consumo comemorou um aumento de 20% nas vendas orgânicas no último trimestre fiscal, encerrado em dezembro de 2012. Na comparação anual, as encomendas de produtos de higiene bucal subiram mais de 50%, na esteira do lançamento das pastas de dente Oral-B 3D White com a modelo Gisele Bundchen como garota-propaganda.

"Estamos focados em nossos dez maiores mercados em desenvolvimento onde as perspectivas de crescimento são as mais elevadas, incluindo os importantes "BRICs" - Brasil, Rússia, Índia e China, onde as vendas têm crescido em uma média de 20% (ao ano) durante a última década", disse a empresa em relatório.


 
Fonte: exame.abril.com.br
 
 
 

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